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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Dicas da Cacá: O que é dor abdominal recorrente?

Imagem retirada da Internet
 
Depois de um tempo longe do blog, a Cacá volta com dicas para as mamães!
 
O que é dor abdominal recorrente?
 
É definida como a presença de, pelo menos, três episódios de dor suficientemente fortes para interferir nas atividades habituais da criança, por um período mínimo de três meses.
 
Em geral, não há um único modelo de causa e só em 10% das crianças identifica-se doenças orgânicas: infecção urinária, inflamações do intestino (doença de Crohn, por exemplo), parasitoses ou "intestino preso" (constipação intestinal).
Portanto, a maioria das crianças e adolescentes, tem dor abdominal funcional que é decorrente da própria função do intestino.
Não são necessários exames sofisticados. É essencial que o pediatra faça uma análise completa da queixa e dos componentes da história, um exame físico meticuloso e um raciocínio criterioso  de investigação.
São alguns sinais de alerta para maiores investigações: dor capaz de acordar a criança à noite; vômitos repetidos; dor que altera os hábitos intestinais (ou ¨prende¨, ou ¨solta¨); perda de peso ou atraso no crescimento; dor localizada longe do umbigo, entre outros.
Após se excluírem causas orgânicas, os pais devem ser  orientados; o  tratamento é apenas de suporte ou sintomático, pois 30 a 60 % das crianças apresentam resolução da sua dor. O uso de remédios para dor pode ser necessário para os momentos de crise.
Deve-se encorajar a criança para a realização de atividades normais; devendo haver acompanhamento regular com retornos para o controle dos sintomas.
Dra. Maria do Carmo Lage - Pediatra.
CRM 16108
 
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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Dicas da Cacá: Resfriado Comum



Doença respirarória, comum nas épocas de frio e, mais frequentemente causada pelo Rinovirus.

Quase sempre os sintomas são leves, sem febre, sem acometimento do estado geral, corisa clara e obstrução nasal. Porém em alguns casos, podem surgir febre alta, dor de cabeça, dor no corpo e falta de apetite, sintomas que são mais comuns na Gripe (causada pelo virus Influenza).

Podem ocorrer até oito resfriados por ano, durante o primeiro e o segundo ano de vida, diminuindo em frequência até a adolescência.

Os sintomas evoluem naturalmente e vão diminuindo aos poucos até duas semanas, mesmo sem uma infecção bacteriana secundária.

Deve-se respeitar a falta de apetite e oferecer líquidos, à vontade, para fluidificar as secreções, produzidas pelo organismo em reação a presença do vírus. O soro fisiológico pode ser instilado nas narinas para alívio da obstrução e algumas crianças se beneficiam com a umidificação do ambiente, com vapor quente (vaporização).

Dra. Maria do Carmo Lage - Pediatra.
CRM 16108
 
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domingo, 13 de março de 2011

Dicas da Cacá: Alergia Alimentar. O que é?



     É resultante de reações alérgicas, após a ingestão de proteínas de certos  alimentos, em pessoas previamente sensibilizadas, isto é, que já entraram em contato, pelo menos uma vez, com esses produtos.
    Ocorre em 8% das crianças, sendo na maioria dos casos, referentes a 1 ou 2 alimentos. Portadores de alergia a 3 ou mais são muito raros.
     Leite de vaca, ovo, trigo, soja e pescados, são os alimentos mais frequentemente envolvidos na origem da alergia alimentar, respondendo por 90% dos casos. É bom lembrar que a lactose, por ser um carboidrato, não provoca alergia e sim intolerância, por deficiência da enzima beta-lactase.
     As reações podem ser imediatas ocorrendo até 2 horas após a ingestão: urticária(manchas vermelhas e que causam coçeira); inchaços nos lábios e olhos; vômitos, diarréia e dor abdominal. E as tardias, que surgem horas pós a ingestão do alimento (doença celíaca, dermatite herpetiforme, etc.). Um terceiro grupo tem características de ambas, imediata e tardia: dermatite atópica, asma e outras.
    Em todos os casos, é importante que se faça uma avaliação médica, que deve incluir: história clínica, exame físico, testes para diagnóstico e indicações para tratamento adequado.


Dra. Maria do Carmo Lage - Pediatra.
CRM 16108

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Dicas da Cacá: O Fenômeno Bullying


É um dos tipos de violência que se observa em escolas; entendido como o conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotado por uma ou mais crianças ou adolescentes contra outros, causando dor e angústia e executado dentro de uma relação desigual de poder.

As ações de prevenção em nivel individual não podem ser considerados suficientes. O sucesso das intervenções individuais dependem de estratégias mais amplas nas salas de aula e na escola como um todo. O bullying deve ser discutido amplamente por todos da escola e que as regras contra atos de bullying sejam definidas com clareza e adotadas universalmente.

Estudos demonstram que a vitimização causada por atos de bullying está frequentemente associada a alterações de saúde física e mental. A intervenção precoce, tanto com relação aos alvos quanto aos autores, podem reduzir os riscos de danos emocionais tardios.

Dra. Maria do Carmo Lage - Pediatra.
CRM 16108

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Dicas da Cacá: Proteção Solar


A radiação solar na infancia é, em média, tres vezes maior que nos adultos. Isso se explica, em parte, pelo fato delas realizarem muitas atividades ao ar livre e porque as medidas de fotoproteção dependem de forma direta das ações de seus pais ou cuidadores.

O cancer de pele em crianças está tornando-se comum. As estatisticas mundiais mostram que correspondem a 4% dos tumores malignos e estima-se que 90% deles poderiam ser evitados.

Portanto, medidas de  fotoproteção devem sempre ser tomadas:

  . Evitar exposição solar entre as 10 e  15 horas ou entre 11 e 16 (horário de verão).
  . Usar roupas e bonés adequados.
  . Filros solares com proteção 30 (FPS) ou mais.
  . Proteger-se mesmo que a pele esteja bronzeada ou em dias nublados.
  . Lembrar que água, areia e neve refletem 10%, 15% e 80% respectivamente e por isso na praia pode ocorrer queimadura mesmo na sombra, ou dentro da água.
   .Películas escuras nos vidros dos  carros podem dar proteção extra.


O Fator de Proteção Solar é um conceito que os pais devem entender: O bloqueio de raios UVB responsáveis pelas queimaduras é calculado com base no tempo necessário para a pele desenvolver eritema mínimo (vermelhidão) com aplicação de 2 gr por cm cúbico. A maioria dos consumidores aplica doses baixas do filtro solar, o que resulta em um FPS menor que o indicado na embalagem. O filtro deve ser aplicado 15 a 30 min. antes da expósição solar e reaplicado a cada 2 horas ou após imersão na água ou transpiração excessiva.Os filtros em spray são práticos, mas a cobertura é seguidamente inadequada e por isso devem ser evitados. Não esquecer de aplicar o filtro solar nas orelhas e nos lábios(bastão).

 Recomenda-se que os bebês até 6 meses não sejam expostos ao sol prolongadamente (praia ou piscina). Dos 6 meses aos 2 anos, a recomendação é utilizar somente filtros 100% físicos (refletem os raios UV, não são irritantes nem sensibilizantes) ou filtro baby. À partir dos 2 anos o recomendado é o uso dos filtros solares infantis, que podem ser os químicos (atuam principalmene absorvendo os raios UVB e os UVA) e tem maior aceitação cosmética.

Dra. Maria do Carmo Lage - Pediatra.
CRM 16108

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Dicas da Cacá: Catapora

O que é catapora?
A Varicela ou Catapora é uma doença infecto-contagiosa causada pelo Virus Varicela Zoster. Acontece predominantemente, entre os 5 a 9 anos, entretanto pode ocorrer em crianças mais jovens.

Quando não apresenta complicações é uma doença autolimitada, ou seja, a cura ocorre passado o ciclo de 7 a 10 dias de erupção ou exantema (vesículas/bolinhas) e febre.

Não coçar as vesículas, manter as unhas das crianças bem curtas e lavar constantemente as mãos e o corpo, são as melhores formas de evitar as complicações. Em alguns casos, necessita-se de remédios para baixar a febre e diminuir o prurido (coçeira).

Não é recomendado o contato com crianças contaminadas, porém a transmissão pode ocorrer antes que a doença comece a se manifestar (2 a 3 dias antes da erupção); sendo maior a contagiosidade por ocasião do início das "bolinhas", até 1 a 2 dias após.

 
A doença pode ser prevenida por meio de vacina, ainda não disponível na rede pública. Esta oferece entre 70% a 90% de proteção; deve ser aplicada aos 12 meses de idade, junto com a vacina tríplice viral (sarampo/rubéola/caxumba) e anti-hepatite A, segundo calendário proposto pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

Dra. Maria do Carmo Lage - Pediatra.
CRM 16108

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Dicas da Cacá: Fantasia e Medo na Infância



A fantasia predomina no pensamento da criança na fase pré-escolar. Nessa época, os medos infantis se ralacionam ao imaginário e sobrenatural: bruxas, fantasmas, etc. As estórias infantis são positivas quando ajudam a desenvolver na criança a percepção dos sentimentos humanos; tratam de problemas da vida cotidiana que a criança terá de enfrentar (mortes, perseguições, abandono); auxiliam na evolução e elaboração do pensamento, mostrando relações entre causa e efeito e servem como alívio de tensões emocionais. No entanto,  devem ser narradas de modo a evitar situações muito traumáticas, que reforçam medos angustiantes. Sua utilização deve ser flexível, permitindo a criança modificá-las, de acordo com suas fantasias e necessidades.

A  Criança nasce com a capacidade para sentir medo, manifestada inicialmente por uma excitação geral. Depois, com a percepção da realidade exterior, surgem medos reais, relacionados com suas experiências. Quando ao explorar o desconhecido a criança enfrenta situações desagradáveis, ela passa a temer o que lhe causa sofrimento, como o medo de animais e tempestades.

 

Deve-se ter atenção, para medos infundados e exagerados, pois a criança pode, involuntariamente, estar desviando sentimentos negativos não manifestados, para objetos ou animais, que passam  a ser vistos como perigosos. Muitos temores da escola, de elevadores, de animais, que não se relacionam a situações reais vividas pela criança, incluem-se nessa categoria de deslocamento. Quando esses medos intensos dificultam o relacionamento da criança com o mundo, os pais devem procurar orientação profissional.

Dra. Maria do Carmo Lage - Pediatra.
CRM 16108

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dicas da Cacá: Birra


Negativismo aparece no segundo ano de vida das crianças e pode perdurar até por volta dos 3 à 4 anos. Isso significa a tentativa de ser autônoma, manifestando oposição as decisões dos pais. Quando é frustada na sua autonomia faz birra,  com reações de choros e gritos, deita-se no chão e esperneia.

Os pais devem entender essa atitude da criança desde que ocorra na idade certa, pois mostra que o desenvolvimento da criança está indo bem, revelando a descoberta de sua individualidade. Embora entendendo a conduta do filho e não o rejeitando ou castigando por isso, os pais devem pensar antes de tomar uma decisão e permanecer firmes nela. Não deve existir inconstância no seu comportamento, ora proibindo, ora cedendo à criança; pois isso pode reforçar e aumentar a birra.

Dra. Maria do Carmo Lage - Pediatra.
CRM 16108

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Dicas da Cacá: Choro


O choro na criança pequena geralmente é a manifestação de algum desconforto.

A cólica, por exemplo, é um dos motivos principais do choro nos primeiros quatro meses de vida. A criança contrai os músculos do abdômen e encolhe as pernas; o choro perdura por algum tempo e vai cedendo espontaneamente, para logo depois voltar a acontecer. As cólicas ocorrem,  preferencialmente a tarde e a noite, entre 18 e 22 horas.

O bebê também chora por frio, sede, fraldas molhadas, roupas apertadas, fome e até por excesso de ruídos ambientais. 

Cabe aos cuidadores, manter a tranquilidade do ambiente, procurar a possível causa do incômodo e sua resolução. Quando a causa for cólica, fazer massagens abdominais e ginásticas com as perninhas, para melhor eliminação de gases intestinais. Tentar uma adequada técnica alimentar, tanto na amamentação ao seio quanto no uso da mamadeira e eventualmente fazer uso de medicamentos anti-espasmódicos, orientados pelo médico. 

Dra. Maria do Carmo Lage - Pediatra.
CRM 16108

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Dicas da Cacá: Estímulos!


Sabe-se que um dos aspectos importantes para o desenvolvimento da criança é a existência de estímulos ambientais que a capacitem adquirir e aprimorar habilidades funcionais. O não estímulo significa o não desenvolvimento de todas as potencialidades
com a qual a criança nasceu.

Essa estimulação, além de ser essencial, deve ser oportuna ou adequada às etapas já superadas; assim a criança já estará pronta para a aquisição de nova habilidade.

 
Os estímulos por serem procedimentos culturais, integrados na atividade familiar e social cotidiana, requer uma relação mãe-filho satisfatória e um ambiente e relações sociais adequadas.
São exemplos de estimulção adequada:
Do nascimento aos 3 meses:
- habilidade: olhar para a pessoa que a observa.
- estímulo: acariciar, brincar e falar carinhosamente com a criança quando lhe der
banho, vestí-la ou amamentá-la.

Dos 3 aos 6 meses:
- habilidade: reconhecimento corporal e de objetos.
- estímulo: usar roupas adequadas para facilitar os movimentos; deixar a criança reconhecer com a mão e boca objetos e o próprio corpo ( objetos variados em textura,
tamanho e forma).

Dos 6 aos 9 meses:
- habilidade: virar a cabeça em direção a uma voz ou fonte sonora.
- estímulo: combinar sons, formando palavras de duas sílabas (mama, papa),
entregar-lhe objetos sonoros e demonstrar-lhe como obter ruídos.

 
Dos 9 aos 12 meses:
- habilidade: pegar objetos com o polegar e o indicador.
- estímulo: oferecer pequenos objetos, biscoitos, migalhas de alimentos, para aprimorar a preensão. Ajudá-lo a empilhar objetos, colocá-los em caixas.
E por aí vai ! Vida afora! Aprendendo e crescendo!

Dra. Maria do Carmo Lage - Pediatra.
CRM 16108

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dicas da Cacá: os pézinhos!


Quase toda criança pequena tem pé achatado quando começa a caminhar.

É só após os três anos de idade que aos poucos o pé começa a conformar-se mais, adquirindo uma postura semelhante a que terá na fase adulta. A própria natureza encarrega-se do seu desenvolvimento, permitindo que a ação dos músculos e a resistencia dos ligamentos aumentem e mantenham o pé em uma postura mais madura, num processo gradativo.

Por isso, quando a criança pequena começa deambular é importante que ela pise no chão descalça e em superfícies que estimulem a sensibilidade das plantas dos pés. Andar sobre pedrinhas, grama, areia e terra é uma boa dica para deixar a natureza agir.

É bom lembrar, que o calçado adequado deve ter características que se aproximem da experiência de estar descalço, permitir o desenvolvimento natural dos pés proporcionando contato com os estimulos externos da natureza e ainda protegê-lo do frio, calor, umidade e possíveis ferimentos. Deve ter um solado flexível, servir corretamente no comprimento e largura e não deve desviar os dedos de sua posição natural.

 
Saúde aos pézinhos!

Dr. Maria do Carmo Lage - Pediatra.